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Pueri Domus ganha Prêmio Aberje pelo projeto Pueri VideoLab

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O projeto Pueri VideoLab rendeu à Escola Pueri Domus e à sua agência parceira, a 301.yt, a vitória na categoria “Mídia Audiovisual” do Prêmio Aberje 2016, da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, que, em sua 42a edição, sustenta o título de mais tradicional reconhecimento das melhores práticas da comunicação empresarial brasileira. A cerimônia ocorreu no último dia 24 de novembro, no Buffet França, em São Paulo.

 

O Pueri VideoLab inspira-se nos YouTube Spaces, estúdios com equipamentos de última geração que são disponibilizados para que criadores de conteúdo em vídeo contem com todo o apoio para desenvolver suas produções. O laboratório se localiza na unidade Verbo Divino, mas está aberto a alunos de todas as unidades da rede. Equipamentos profissionais e recursos para a produção e edição de conteúdos audiovisuais – como as mais avançadas câmeras, sets de iluminação, ilha de edição, e fundo infinito, por exemplo – estão à disposição para a produção não só de trabalhos diretamente ligados às suas aulas, mas também para atividades que contribuam com o desenvolvimento dos alunos em atividades extracurriculares.

 

Especialmente para os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental à 2ª série do Ensino Médio, há aulas que contam com a orientação de profissionais youtubers. Nelas, os alunos aprendem como roteirizar, produzir, gravar, atuar, editar, administrar e até mesmo a monetizar seus próprios canais no YouTube. O projeto está em sua segunda temporada.

 

“O Pueri VideoLab consome a maior parte do investimento publicitário para divulgação do Pueri Domus. Entendemos que ao convidar os alunos a protagonizarem a produção desta divulgação tornaríamos esse discurso muito mais legítimo e poderoso, pois não contaríamos somente com conteúdos audiovisuais de alta qualidade, apresentaríamos simultaneamente os cidadãos criativos, responsáveis e preparados para as competências do século XXI que a escola tem conseguido formar. Nesse sentido, muito mais que uma ferramenta de Marketing, o projeto é um ativo pedagógico da escola, cujo maior beneficiado é o aluno”, aponta Leandro Martins, diretor de Marketing do Grupo SEB, mantenedor da Escola Pueri Domus.

Projeto de professora da unidade Itaim é selecionado para congresso InovaEduca 3.0

A professora de Ciências da unidade Itaim, Kátia Aparecida de Castro, sempre foi adepta de práticas diferentes de ensino em sala de aula, como as propostas pelo conceito GrowUp, adotado pela Escola Pueri Domus, em que o aluno é o protagonista de seu aprendizado e o professor um curador das informações. E resolveu documentar em vídeo uma atividade de Citologia que realizou com alunos do 8º ano. A prática foi considerada tão inovadora que o vídeo foi selecionado para ser apresentado no IV Congresso InovaEduca 3.0, que destaca iniciativas diferentes em sala de aula com uso de novas tecnologias.

 

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O vídeo da professora Kátia, que foi produzido com ajuda dos próprios alunos, será apresentado na próxima quarta-feira, dia 9 de novembro, no MIS (Museu da Imagem e do Som de São Paulo, como parte da programação do congresso. Apenas seis projetos foram selecionados em todo o Brasil.

 

Segundo a professora, a sequência didática que gerou o vídeo partiu da leitura prévia sobre Citologia, da listagem de conceitos sobre o assunto, debate e construção de maquetes com o uso de sucatas. Em seguida, os alunos socializaram as informações pesquisadas na sala GrowUp e participaram de um game no qual tinham que resolver exercícios em equipes. “Embora Citologia seja um tema um pouco complexo para o Ensino Fundamental II, foi muito divertido e os alunos realmente aprenderam”, conta Katia.

 

“Acredito muito nesse formato [de aula]. Toda a experiência que eu tenho em que o protagonista é o aluno, em que a aula é mais dialogada, que sai daquele modelo expositivo, com certeza funciona. Nós já trabalhamos este conceito há bastante tempo. É algo que já está no nosso DNA. E agora temos um recurso a mais, as salas GrowUp, e todo mundo falando a mesma linguagem”, diz a professora.

 

Conceito GrowUp

 

Adotado pelo Pueri Domus há um ano, o conceito GrowUp propõe um novo jeito de ensinar e de aprender, partindo do princípio de que se as gerações, o mercado de trabalho, a comunicação e a sociedade se transformam, a educação precisa estar à frente dessa evolução.

 

Neste novo conceito o professor é um organizador e facilitador, enquanto que o aluno é agente de sua formação. Sua motivação é pessoal, pois seu interesse e sua curiosidade são estimulados constantemente na busca por uma formação completa. Para isso, as salas de aula ganham um formato diferente: as lousas são móveis e podem ser usadas em qualquer lugar; os móveis são modulares e se encaixam de diferentes formas para estudo em grupo ou individual; há conexão de rede wi-fi e uso significativo de tecnologia.

 

Nas aulas GrowUp os alunos acessam os conteúdos em diferentes plataformas e de várias maneiras, por exemplo: livros, web, professores, colegas, aplicativos, games e redes sociais. Os professores elaboram dinâmicas, estabelecem regras, fases e pontuação para promover maior engajamento dos alunos e dos grupos nas atividades.

No Pueri Domus, Minecraft também é ferramenta de ensino

Com certeza você conhece ou já ouviu falar do Minecraft, um jogo eletrônico da Microsoft que permite a construção de mundos e personagens por meio de blocos. Sucesso entre a garotada, no Pueri Domus ele é muito mais do que um jogo. É usado como ferramenta de ensino em sala de aula em diferentes disciplinas – e têm sido eficiente nessa função.

 

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O professor de Raciocínio Lógico e coordenador do Projeto Digital da escola, Antonio Carlos do Nascimento Neto, conta como tira proveito do jogo para ensinar e trabalhar com os alunos questões como trabalho em equipe, capacidade de resolver problemas, senso de responsabilidade, etc. Confira:

 

Pueri Domus – Desde quando o Minecraft é usado em sala de aula no Pueri Domus? De que forma ele é usado?

Antonio – O Minecraft foi utilizado pela primeira vez no ano passado, 2015, em duas disciplinas diferentes: Raciocínio Lógico e Social Studies, ambos no 6º ano. O uso é dentro da sala de aula, em grupos de até cinco alunos, e eles trabalham em conjunto, ou seja, cada grupo desenvolve o seu trabalho em um único mundo virtual, conectando seus iPads via Wi-Fi.

 

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PD – Como o jogo pode ser um aliado no ensino?

A – Ele tem um potencial enorme, em diversos segmentos. Como o jogo não tem um objetivo específico, professores de diversas disciplinas podem utilizar para ensinar o que desejam. Existem muitos trabalhos pelo mundo que mostram isso, desde o ensino de história e línguas até mesmo ao ensino de biologia e física quântica! Além da questão cognitiva, o jogo desenvolve nos alunos competências sócio emocionais, intrapessoais e interpessoais. Exemplificando:  Senso de responsabilidade, trabalho em equipe, iniciativa, liderança, perseverança, capacidade de resolver problemas e de expressar suas ideias. Essas e muitas outras competências podem ser trabalhadas e desenvolvidas através do Minecraft, bem como através de outros jogos. O professor precisa conhecer muito bem a ferramenta para poder criar suas aulas, e ele pode fazer com a ajuda de seus próprios alunos.

 

PD – Exemplifique de que forma o Minecraft já foi utilizado na escola e os resultados do trabalho.

A –Foram dois projetos diferentes. O de Raciocínio Lógico foi chamado de “Escola dos Sonhos”. Em grupos de até 4 alunos, eles primeiro tiveram que responder um questionário com 11 questões através do Mosyle, com perguntas do tipo: “o que você aprende nesta escola?”, “Como são os espaços de aprendizagem?”, “existem professores?”, “qual o motivo dessa escola ainda não existir? Ou ela já existe?”. Essas perguntas serviram de guia e como parte estrutural importante da 2ª etapa do trabalho, que era montar esta escola dos sonhos dentro do jogo Minecraft. Assim, os alunos tiveram que criar as salas de aulas, pátios, laboratórios e tudo mais que descreveram nas perguntas. Depois da criação, cada grupo apresentou seu trabalho na lousa digital, espelhando a imagem dos seus iPads.

Já no projeto de Social Studies, mais divertido e complexo, a professora Andrea Nastari buscou inovar, transformando uma atividade que ela já realizava em maquetes em um mundo virtual no Minecraft. Os alunos, também em grupos, recriaram no jogo os diferentes ambientes de cada uma das civilizações. Por exemplo, um grupo ficou responsabilizado por montar como era um ambiente quando o homem deixou de ser nômade e construiu suas primeiras casas. Toda a estrutura foi recriada, desde as casas perto de rios até os animais dos quais eles se alimentavam. Depois, eles usaram um programa de captura de tela e narraram o vídeo, explicando como os homens viviam naquela época e porquê. A professora, no final, juntou todos os vídeos, formando um único arquivo com todos os pontos trabalhados.

 

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PD – Os alunos gostam? Eles não acabam dispersando ao utilizar o jogo em sala de aula?

A – Eles adoram! E a situação chega até a ser engraçada. Quando eu falo para eles que vamos utilizar o jogo, eles ficam surpresos, felizes, mas não entendem muito bem como podem aprender algo com aquilo. Eles querem se divertir. Anos atrás, eu realizei projetos com outros jogos que não deram certo, pois os objetivos e limites não foram bem traçados, e aula acabou ficando o jogo pelo jogo. E é neste ponto que o professor deve atuar, delimitando muito bem os limites e deixando muito claro quais são os objetivos de cada uma das etapas do processo.

 

PD- Além do Minecraft, que outros recursos, aplicativos, jogos, etc, o Pueri Domus utiliza em sala de aula?

A – Existem dezenas de aplicativos e jogos que os professores do Pueri Domus utilizam. Primeiramente, temos 230 aplicativos educacionais exclusivos do grupo SEB, que professores e alunos usam com frequência. Usamos também aplicativos para a montagem mapas mentais e brainstorming, jogos para ensinar sobre empreendedorismo, sustentabilidade e energia, aplicativos para a criação de livros, desenhos, vídeos e animações, e até mesmo aplicativos para aprender a programar.

 

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Fotos: Vinícius Freaza/Grupo SEB

 

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