Conheça os 3 maiores benefícios de um cérebro bilíngue

Postado por Pueri Domus

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Falar 2 línguas tem efeitos óbvios em um mundo globalizado, não é mesmo? Mas se engana quem pensa que os benefícios se limitam ao mundo dos negócios! Nos últimos anos, cientistas mostraram que as vantagens de ser bilíngue se estendem dos âmbitos mais complexo aos mais básicos, como a saúde e a capacidade de comunicação. É isso mesmo: aprender outra língua pode fazer com que seu filho fique mais inteligente!

Segundo dados divulgados pela BBC, entre 60% e 75% das pessoas em todo o mundo falam ao menos 2 idiomas. Quer sugestão mais clara de que o cérebro humano está pronto para trabalhar com diferentes linguagens?

Contrariando muitos educadores do século XX, que costumavam afirmar que 2 idiomas confundiam as crianças, os cientistas modernos têm sido cada vez mais enfáticos ao mostrar que a educação bilíngue é sim vantajosa.

Confira agora mesmo as descobertas que reunimos sobre o cérebro bilíngue!

O QUE SIGNIFICA SER BILÍNGUE?

Um bilíngue bem equilibrado tem habilidades parecidas em 2 línguas, conhecendo e usando os idiomas em proporções variáveis. Há basicamente 3 tipos de bilíngues:

O composto, que desenvolve 2 códigos linguísticos simultaneamente, com um único conjunto de conceitos — como no caso de crianças cujos pais têm 2 nacionalidades;

O coordenado, que trabalha em 2 conjuntos de conceitos, aprendendo um idioma na escola e usando outro em seu convívio social;

O subordinado, que aprende uma língua secundária por meio de filtros da língua primária.

Todos os tipos de pessoas bilíngues podem se tornar proficientes no idioma, independentemente de sotaque ou pronúncias. Para um observador casual, as diferenças são mínimas. A diferença está na vontade de aprender!

QUAIS SÃO OS MAIORES BENEFÍCIOS PARA O CÉREBRO?

Diversos especialistas em todo o mundo têm se dedicado a estudar os benefícios do aprendizado de diferentes idiomas. Esse esforço se torna ainda mais urgente se levarmos em conta os fenômenos da globalização e da morte de idiomas — a estimativa é que mais da metade das línguas que conhecemos hoje estarão mortas até o final do século. Nesse cenário, indivíduos multilíngues terão papel fundamental na resolução de conflitos entre povos, na consolidação de negócios e na preservação de culturas.

Ainda precisa de mais argumentos para adotar uma educação bilíngue para seu filho? Então continue acompanhando!

Solução de problemas

O neuropsicologista Jubin Abutalebi, da Universidade de San Raffaele, de Milão, afirma que o cérebro dos bilíngues desenvolve mais massa cinzenta em uma região associada à aquisição de vocabulário. Em entrevista à BBC, Abutalebi diz que é possível distinguir bilíngues de outras pessoas apenas observando imagens escaneadas de seus cérebros, que apresentam uma quantidade significativamente maior de massa cinzenta no córtex cingulado anterior (ACC). Assim como um músculo, quanto mais você usa o ACC, maior e mais flexível ele fica.

Como um cérebro bilíngue é constantemente desafiado, precisa fazer um esforço maior para reconhecer e negociar significados, de forma a decidir qual idioma é mais adequado para cada instante. A atenção necessária para alternar entre línguas gera mais atividade, estimulando as funções do córtex pré-frontal dorsolateral — parte do cérebro que desempenha funções executivas, resolvendo problemas, fortalecendo a concentração, alternando entre tarefas e filtrando informações irrelevantes.

Enriquecimento de perspectivas

Se alguém perguntar a você, em português, qual é seu prato favorito, você provavelmente escolherá um de nossos quitutes típicos, certo? Já se a mesma pergunta for feita em italiano, você provavelmente pensará em suas preferências gastronômicas da Itália! Alguns neurologistas estudam esse fenômeno, investigando se diferentes linguagens despertam diferentes ações.

Também em depoimento para a BBC, o professor Panos Athanasopoulos, da Universidade de Lancaster, na Inglaterra, afirma que falantes da língua inglesa são focados na ação ao observar fenômenos. Os que falam a língua alemã, por outro lado, demonstram uma visão mais holística das situações, dando mais atenção ao objetivo da ação. Na verdade, portanto, é comum que bilíngues se sintam pessoas completamente diferentes ao falarem outro idioma, o que pode ser explicado pela lógica que cada idioma exige.

Envelhecimento com saúde

Uma capacidade melhor de concentração e de resolução de problemas, com mais flexibilidade mental para habilidades múltiplas: tudo isso é muito interessante para o dia a dia. Contudo, o benefício de um cérebro bilíngue que mais tem empolgado cientistas é sua influência no envelhecimento. Aprender outro idioma parece nos proteger de efeitos precoces da demência, sabia?

A psicolinguista Ellen Bialystok, da universidade de York, no Canadá, descobriu que indivíduos bilíngues com tendência ao Alzheimer demoraram 4 a 5 anos a mais para apresentar os sintomas em relação aos que falavam apenas um idioma. Segundo Bialystok, ser bilíngue não previne o desenvolvimento de demência, mas retarda os efeitos da doença. A cientista explica: se a demência afeta certas partes do cérebro, os bilíngues acabam compensando os danos por mais tempo porque têm uma massa cinzenta extra, bem como padrões neurais alternativos.

O bilinguismo também melhora a proteção do cérebro no caso de danos. Um estudo recente feito com 600 sobreviventes de infartos, na Índia, mostrou que a recuperação cognitiva foi mais rápida nos indivíduos bilíngues.

É MESMO IMPORTANTE COMEÇAR CEDO?

Aprender um idioma ativa as mais diversas funções no cérebro. Veja bem: o hemisfério esquerdo do cérebro é associado a processos lógicos, enquanto o direito é mais ativo em processos sociais e emocionais. Até aí tudo bem, certo? Mas levando em conta que a lateralização é desenvolvida gradualmente, com a idade, os neurologistas criaram a teoria do período crítico.

Segundo essa teoria, as crianças têm facilidade em aprender línguas porque a plasticidade de seus cérebros permite que os 2 hemisférios sejam usados na aquisição da linguagem. Já nos adultos, esse processo ativa somente um hemisfério — geralmente o esquerdo. Por isso, é tão importante aproveitar a infância e a adolescência para proporcionar o máximo de interações com outro idioma!

Escolas bilíngues estão crescendo em todo o mundo, proporcionando às crianças educadas nesse modelo um desempenho cada vez melhor. Com capacidade de concentração mais aflorada, foco total e mais autoestima, essas crianças têm mais empatia por outras culturas, o que beneficia nossa sociedade. Então o que ainda está esperando para proporcionar tudo isso a seu filho?

Learn about the three greatest benefits of a bilingual brain

Speaking two languages has obvious advantages in a globalized world, right? But anyone who thinks that the benefits are limited to the business world is wrong! In recent years, scientists have shown that the benefits of being bilingual range from the most complex to the most basic areas, such as health and communication skills. That’s right: learning another language can make your kid smarter!

According to data released by the BBC, between 60% and 75% of people worldwide speak at least two languages. What clearer indication could there be that the human brain is ready to work with different languages?

Unlike many educators in the 20th century who believed that two languages would confuse children, modern scientists have been increasingly emphatic in showing that bilingual education is indeed advantageous. Check out now the findings we have compiled about the bilingual brain!

WHAT DOES IT MEAN TO BE BILINGUAL?

A well-balanced bilingual has similar skills in two languages, with varied rates of knowledge and use. There are basically three types of bilingual person:

The compound bilingual, who develops two language codes simultaneously with a single set of concepts − as in the case of children whose parents have two nationalities;

The coordinate bilingual, who works with two sets of concepts, learning one language at school and using another in social life;

The subordinate bilingual, who learns a second language through first language filters.

All types of bilingual people can become proficient in the language, regardless of accent or pronunciation. For a casual observer, the differences are negligible. The difference is in the willingness to learn!

WHAT ARE THE GREATEST BENEFITS FOR THE BRAIN?

Several experts worldwide have been dedicated to studying the benefits of learning different languages. This acquires even greater significance when we factor in the phenomena of globalization and language extinction − it is estimated that more than half of the languages we know today will be extinct by the end of the century. In such a setting, multilingual individuals will play a key role in solving conflicts between different peoples, consolidating businesses and preserving cultures.

Do you still need more arguments to adopt a bilingual education for your child? Then read on!

Problem solving

The neuropsychologist Jubin Abutalebi from the University of San Raffaele, in Milan, claims that the bilingual brain develops more gray matter in a region associated with vocabulary acquisition. In an interview with the BBC, Abutalebi says that it is possible to distinguish bilinguals from other people just by looking at scan images of their brains, which have a significantly greater amount of gray matter in the anterior cingulate cortex (ACC). Like a muscle, the more you use the ACC, the larger and more flexible it becomes.

As a bilingual brain is constantly challenged, it needs to make a greater effort to recognize and negotiate meanings to decide which language is most suitable for each occasion. The attention needed to switch between languages g enerates more activity, stimulating the functions of the dorsolateral prefrontal cortex − the part of the brain that performs executive functions, solving problems, enhancing concentration, switching between tasks and filtering out irrelevant information.

Enriched perspectives

If someone asks you in Portuguese what your favorite food is, you will probably choose a Brazilian delicacy, right? In turn, if the same question is asked in Italian, you will probably think of your gastronomic preferences from Italy! Neurologists are studying this phenomenon, investigating whether different languages trigger different actions.

Also in a statement to the BBC, Professor Panos Athanasopoulos from the University of Lancaster, in England, says that English speakers focus on action when observing phenomena. Those who speak German, on the other hand, reveal a more holistic view of the situation, paying more attention to the goal of the action. In fact, it is common for bilinguals to feel they are a completely different person when speaking another language, which can be explained by the fact that each language requires a different logic.

Aging with health

Better capacity to concentrate and solve problems, with greater mental flexibility for multiple skills: that is all very interesting for everyday life. However, the benefit of a bilingual brain that has most appealed to scientists is its influence on aging. Learning another language seems to protect us from the early effects of dementia.

The psycholinguist Ellen Bialystok from York University, Canada, found that bilingual individuals with a tendency to develop Alzheimer’s disease took 4 to 5 years longer to present symptoms compared to those who spoke only one language. According to Bialystok, being bilingual does not prevent the development of dementia, but delays the effects of the disease. She explains: if dementia affects certain parts of the brain, bilinguals end up compensating longer for the damage because they have extra gray matter, as well as alternative neural patterns.

Bilingualism also improves brain protection in case of damage. A recent study with 600 stroke survivors in India showed that cognitive recovery was faster in bilingual individuals.

IS STARTING EARLY REALLY IMPORTANT?

Learning a language activates various different functions in the brain. The left hemisphere of the brain is associated with logical processes, while the right is more active in social and emotional processes. So far so good, right? But considering that lateralization develops gradually, with age, neurologists created the critical period theory.

According to this theory, children learn languages m ore easily because the plasticity of their brains allows both hemispheres to be used in language acquisition. In adults, in turn, this process activates only one hemisphere − usually the left one. That is why it is so important to take advantage of childhood and adolescence to provide maximum interaction with another language!

Bilingual schools are growing all over the world, providing children educated in this model with improved performance. With enhanced ability to concentrate, full focus and higher self-esteem, these children have more empathy for other cultures, which benefits our society. So, what are waiting for to provide your child with all these benefits?